sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pintura ao Ar Livre em 15 de setembro de 2013 no Museu Mariano Procópio



A importância da Pintura ao Ar livre no nosso Trabalho:
Pedacinhos do Museu

           
Meus alunos, portadores de necessidades especiais, encontram na pintura uma forma de se comunicarem com o mundo. Novos desafios são colocados, resultando em motivação e confirmando o potencial da arte na melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Buscamos juntos, atingir o máximo de possibilidades. Tudo é construído a partir das experiências que já trazem ou das novas experiências vivenciadas.
A importância que teve o Primeiro Encontro de Pintura ao Ar Livre para mim e meus alunos é inquestionável. Eles se sentiram valorizados ao se instalarem diante do Cine Teatro Central, com toda pose de artistas, recebendo os olhares de pessoas que passavam, paravam, aproximavam-se deles com curiosidade e carinho... E elogiavam. O primeiro momento, vivido com receio, dissipou-se e transformou-se em injeção de ânimo. As obras inacabadas foram levadas para o Atelier e concluídas com dedicação, e com o desejo de retornar no ano seguinte. No 2º Encontro, estávamos todos lá novamente, com a motivação já instalada, sem nenhum receio.  E no 3º Encontro, o primeiro no Museu Mariano Procópio, foi ainda mais intenso, pois se deixaram levar pelos variados verdes refletidos nas águas do lago, o céu, as flores, resultando na produção de uma série muito interessante de “Paisagens do Museu”. Já no 4º Encontro, a motivação foi o nascimento dos cisnes negro. E mais uma série de pinturas, “Cisnes do Museu”.
Comemoramos agora o 5º Encontro. Esperamos, mais uma vez, através da arte, estar neste espaço tão acolhedor que é nosso Museu Mariano Procópio.

Marcia Marques de Almeida















    Começamos (eu e meu grande amigo Napoleão) colhendo folhas, galhos e tudo o que nos chamasse a atenção....



 Muitas variedades caídas das árvores do Parque...



 O trabalho começa... (aluna /artista Alair Dutra)


 A artista e artesã Robélia Carvalho põe sua criatividade para  funcionar....


 Alunas/artistas Sylvia Bayão e Cylea Ferreira  compenetradas...



 Quanto material!!!! Viva a natureza e o Parque do Museu...



Alair Dutra compondo seu trabalho




Thetys chegando a tempo de produzir também! Elegância pura!!!




Delicadeza, sensibilidade e gosto pelos materiais.

Karla, o sorriso em pessoa. Contagiante sua alegria. Desde o primeiro Evento da Pintura ao Ar Livre junto com a gente.


"Onde tem mais material????!!!!


 Ahhh! Agora sim ...Nicinha achou o que queria e mãos a obra!



 Olha o sorriso dela outra vez!!!



 Muita concentração nessa Hora!



 Pose para foto ( Alair , eu e Salete)



 Que lindinho esse visitante....




 Obra quase pronta pelas mãos da  artista/aluna Olinda 



 Obra em andamento de Olinda



 Mãe e filha trabalhando juntas ( Albina e Ana). Só alegria!



 O que vai sair daí?? Já começou lindo!



   Eu Marilene (mãe de Karla) e Madrinha de Karla. Família no apoio.



 Napoleão montando uma borboleta com as folhas...



 Obra quase pronta de Robélia



 Obra quase pronta de Nicinha



 Olha a borboleta aí...



 Obra em estudos...




 Obra em estudo



Prontas...agora é só colocar as molduras....
                                                                                                                                                                                                                                                     






Muitos amigos compareceram, alguns não saíram nas fotos, mas estiveram   conosco... Ganhamos muitos amigos novos também...agradecemos a todos pelo carinho. Em especial a Douglas Fasolato e Marcillene  Ladeira, que mais uma vez nos deram a   chance de compartilhar momentos tão gostosos.                                                                                                                                                                                                                               
Vanêza Lara com a fofa Lívia, toda pintada...
                                              


                                                                                                                                                                                                                    Mamãe e filhinha se divertiram.                                                                                                                                                                                                           

Vaneza Lara , Lívia e eu.




                                                                                                           




Robélia, Cláudia, Cylea, Marta Lisboa, Karla, Sylvia, Nicinha, Salete e Napoleão




Marta Lisboa (Artista Plástica)


Adélia Sena (Artista Plástica)

Wagner de Castro, Marcia Marques, Robélia Carvalho

Adélia Sena, Marcillene Ladeira, Marta Lisboa, Marcia Marques, Robélia Carvalho

Marcillene Ladeira e eu 

Loana Aguiar


Rachel Gouvêa



 Luana (mamãe e amiga) e Luciana

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Técnicas e algo mais

        O estudo das técnicas de desenho e de pintura são sempre importantes para se desenvolver um trabalho artístico. A vontade de produzir, a criatividade e a necessidade de se expressar não são o bastante para se alcançar o sucesso na obtenção do resultado desejado. Planejamos um fim para algum empreendimento, mas se não dedicamos a atenção necessária à técnica adequada ao trabalho em questão, enfrentamos muitas dificuldades, muitas vezes desnecessárias. O caminho a ser percorrido entre criatividade, modos particulares de se expressar, acasos a serem considerados, ou mudanças de direção, será encurtado se guiado pelo domínio das técnicas  que melhor se encaixarem às necessidades do trabalho.
          Armados das técnicas nos sentimos seguros e capazes de realizar nossos trabalhos. Mas não podemos nos iludir também. Só de técnicas não sobrevivemos. Pois precisamos de habilidades individuais, de interesses íntimos, de visões subjetivas, de desejos internos que no impulsionam a seguir em frente, de paixão...ou seja, de algo mais além das técnicas. Algo as vezes tão  desconsiderado, mas que dá o verdadeiro sentido a qualquer obra de arte.
           Unir técnica a "algo mais" (defina-se como queiram) é essencial  como corpo e alma na  minha opinião. E o que eu mais gosto de pensar é que o corpo é a técnica, o algo mais é a alma. Sem ela o corpo não sobrevive. Mas também sem o corpo a alma não pode se expressar e deixar seu recado entre seus companheiros de jornada.  
Aluna Sofia iniciando estudos básicos de desenho e pintura


Aluna Maria Lucia  estudando técnicas básicas de desenho


Aluna Alair executando pintura na técnica aguada.

Aluna Thetys com seu trabalho concluído

sexta-feira, 22 de março de 2013

Rompendo os limites

       





               Depois de ter a certeza de que pintar em um suporte de pequena dimensão não é uma opção, nem estilo, nem um exercício ou desafio e sim uma insegurança, estimulo meus alunos  a ir gradativamente aumentando  as dimensões de seus trabalhos.



               Inicialmente eles têm  a ilusão de que pintar em suportes menores seja mais fácil e rápido. Pura ilusão. Tem-se o mesmo trabalho e talvez mais dificuldades. Creio ainda ser um desafio das habilidades, de técnicas e de muita prática para  se expressar em tamanhos mínimos. Não quero dizer com isso que seja fácil pintar em grandes dimensões pois cada trabalho guarda em si as dificuldades que lhes são próprias, sejam grandes ou pequenos. Tudo é muito relativo e depende de muitos fatores para se classificar o que vai ser fácil ou não. O melhor de tudo, no lugar de se pensar se é mais fácil ou mais difícil , é experimentar. Assim quando percebo que o aluno não ousa um tamanho maior, eu o incentivo.
          Os suportes mais amplos permitem que eles rompam limites físicos, afetivos, emocionais e até sociais, uma vez que precisam negociar com seu vizinho de cavalete um espaço a mais para trabalhar. Lidar com essa  presença ampliada,  que vai chamar a tenção mesmo antes de  começar o trabalho; de ser notado quando sua vontade as vezes é de ser mais invisível do que visível, é uma luta que merece ser ganha.
             A princípio noto que o  temor de não dar conta o estremece, ele tem vontade de devolver a tela ou pedir para cortá-la em quatro telas menores... Mas vamos a diante, superando sempre a cada passo  realizado. No decorrer da pintura (desafio atrás de desafio), vamos aprendendo a enfrentar medos, a decifrar  problemas, a aproveitar positivamente "acasos" ( e não erros). Descobrimos que apesar de  fazermos uma previsão do que queremos que seja o trabalho, podemos, no meio do caminho, mudar de direção, ou acrescentar dados novos, ou mesmo mudar radicalmente o projeto.


           Sei que em um espaço mais amplo para se movimentar as mãos , os braços, o corpo todo como numa linda dança ao pintar, podemos também fazer um dança em nossa mente que se torna mais livre e autônoma para nos sentirmos mais donos de nós mesmos e do que criamos e oferecemos ao nosso meio. Nos tornamos mais conscientes de nós mesmos, ocupando um espaço considerável no lugar em que estamos, sentimos  que somos importantes, fazemos parte de um todo. Ou seja, com nossa existência a vida funciona.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uma pausa para o carnaval com minha doce e meiga vampirinha Lulu

No caminho com charme e...

...e um pouco de mistério.....

Uma vamp serena.

Sempre juntinhas.

Com papai....

Caiu na folia!!!KKKKKK!

Valeu Vamp!

Até  tu Marina!!!

...quanta alegria....

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sintonia no atelier


Pinturas em andamentos de Cyléa e Salete
Muito interessante o que acontece com muita frequência no atelier. Uma sintonia entre os alunos, que sem perceber trabalham numa  atmosfera bem semelhante  de cores, sensações... Parece que  usam a mesma palheta às vezes. Tem vez que o Atelier se transforma em um grande jardim colorido, tem vez que as cores neutras  dominam o ambiente, tem vez que um desfile de  mulheres sensuais  acontece , tudo parece  premeditado. Mas é espontâneo. Uma influência que revela , talvez, as afinidades que vão acontecendo entre os alunos, e uma gostosa sintonia....como uma música harmônica...onde tudo se encaixa suave e poeticamente....isso é o Atelier...